quinta-feira, 23 de abril de 2015

Drops: Vingadores - Era de Ultron



Cheguei à conclusão que o projeto Os Vingadores é uma versão anabolizada, com mais verba, de Power Rangers para o cinema e enfim a minha implicância com essa franquia da Marvel ficou para trás. Grupo de super-heróis por grupo de super-heróis, ainda prefiro os X-Men, cujos filmes conseguem trazer densos e complicados dramas humanos (ou melhor dizendo, mutantes), ou Guardiões da Galáxia, que abraça o "ridículo" sem medo de ser feliz. O meio termo, que possibilita a Vingadores ser um filme de ação adolescente com momentos pontuais de respiro para prestarmos atenção em questões existenciais ou amorosas de seus protagonistas, me parece mais uma tentativa dos seus envolvidos de não afastar um só nicho de público das salas, tenta agradar a gregos e troianos, mas não satisfaz plenamente grupos mais velhos (só suposição, pessoal). E não me entendam mal, isso é uma virtude e funciona muito bem. Assim como no primeiro filme, Vingadores - Era de Ultron tem ritmo e sabe ser um "programa" de fim de semana leve e sem maiores compromissos. Pessoalmente, e aqui uso o direito de deixar a primeira pessoa falar mais alto no texto porque é uma questão de gosto mesmo, o segundo filme Vingadores não cumpriu com as expectativas traçadas por mim (não deveria fazer isso...) em Capitão América 2 - Soldado Invernal , o filme que prepara terreno para Era de Ultron e possivelmente um dos melhores dessa fase independente da Marvel. Esperava uma ação mais contextualizada, mais ousadia e amadurecimento  narrativo da parte de Joss Whedon. Continua sendo um parque de diversões bacana? Continua. Mas é isso e fica por isso mesmo. Nesse caso especifico, para uns não faz diferença, para outros não chega a incomodar, mas também não provoca grande afeto. 

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