terça-feira, 31 de maio de 2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

(Drops) Alice Através do Espelho


Alice through the looking Glass, 2016. Dir.: James Bobbin. Roteiro: Linda Woolverton. Elenco: Mia Wasikowska, Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Sacha Baron Cohen, Rhys Ifans, Matt Lucas, Lindsay Duncan, Geraldine James. Disney, 113 min.

(Drops) Special Correspondents


Special Correspondents, 2016. Dir.: Rick Gervais. Roteiro: Rick Gervais. Elenco: Rick Gervais, Eric Bana, Vera Farmiga, Kelly Macdonald, America Ferrera, Kevin Pollak, Raúl Castillo, Benjamin Bratt, Kim Ramirez. Netflix, 100 min.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

(Crítica) Roteiro de Casamento


Me casé con un boludo, 2016. Dir.: Juan Taratuto. Roteiro: Pablo Solarz. Elenco: Adrián Suar, Valeria Bartuccelli, Norman Briski, Alan Sabbagh, María Alche, Marina Bellati, Gerardo Romano, Marcelo Subiotto. Paris Filmes, 100 min.

terça-feira, 24 de maio de 2016

(Crítica) Jogo do Dinheiro


Money Monster, 2016. Dir.: Jodie Foster. Roteiro: Jamie Linden, Alan DiFiore e Jim Kouf. Elenco: George Clooney, Julia Roberts, Jack O'Connell, Dominic West, Caitriona Balfe, Giancarlo Esposito, Christopher Denham, Chris Bauer. Sony, 98 min.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

(Crítica) A Garota do Livro


The Girl in the Book, 2015. Dir.: Marya Cohn. Roteiro: Marya Cohn. Elenco: Emily VanCamp, Michael Nyqvist, Ana Mulvoy-Ten, David Call, Ali Ahn, Michael Cristofer, Talia Balsam, Mason Yam, Jordan Lage. Playarte, 96 min.

domingo, 22 de maio de 2016

(Drops) A Vingança está na Moda

The Dressmaker, 2015. Dir.: Jocelyn Moorhouse. Roteiro: Jocelyn Moorhouse e P.J. Hogan. Elenco: Kate Winslet, Liam Hemsworth, Judy Davis, Hugo Weaving, Kerry Fox, Sarah Snooke, Caroline Goodall, Rebecca Gibney, Barry Otto. Imagem Filmes, 118 min.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

(Ranking) Março e Abril 2016


Os meses de março e abril foram sintomáticos do que acredito estar ocorrendo criativamente com a indústria cinematográfica. Se de um lado vivemos o ápice da popularidade dos "filmes de super-heróis", por outro, criativamente, os títulos comerciais que mais têm demonstrado vigor criativo são os longas de terror em produções pequenas de orçamento reduzido e dotadas de um acentuado rigor estético e narrativo. Dito isso, o veredito é que as produções mais modestas do terror se saíram melhor nos meses em que estrearam duas das mais aguardadas produções do ano, Batman vs. Superman - A Origem da Justiça e Capitão América - Guerra Civil, particularmente, ambos decepcionantes - um mais que o outro, não posso negar - pois se de um lado presenciamos a completa falta de domínio narrativo de Zack Snyder com os heróis da DC Comics, por outro assistimos a "mais do mesmo" com o mais novo exemplar do projeto Vingadores da Marvel.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

(Crítica) X-Men: Apocalipse


X-Men - Apocalypse, 2016. Dir.: Bryan Singer. Roteiro: Simon Kinberg. Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Nicholas Hoult, Sophie Turner, Tye Sheridan, Rose Byrne, Evan Peters, Kodi Smit-McPhee Lucas Till, Ben Hardy, Alexandra Shipp, Olivia Munn, Josh Helman, Lana Condor. Fox, 144 min. 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

(Drops) A Assassina

Nie yin yang, 2015. Dir.: Hsiao-Hsien Hou. Roteiro: Hsiao-Hsien Hou, Cheng Ah e Hai-Meng Hsieh. Elenco: Qi Shu, Chen Chang, Yun Zhou, Satoshi Tsumabuki, Dahong Ni, Mei Yong, Zhen Yu Lei, Ethan Juan. Imovision, 105 min. 

domingo, 15 de maio de 2016

(Drops) O Conto dos Contos

Il racconto del racconti, 2015. Dir.: Matteo Garrone. Roteiro: Matteo Garrone, Edoardo Albinati, Ugo Chiti e Massimo Gaudioso. Elenco: Salma Hayek, Vincent Cassel, Toby Jones, John C. Reilly, Bebe Cave, Stacy Martin, Christian Lees, Jonah Lees, Hayley Carmichael, Shirley Henderson. Mares Filmes, 133min.

terça-feira, 3 de maio de 2016

O Décimo Homem




Em O Décimo Homem, o realizador argentino Daniel Burman, vencedor do Festival de Berlim por O Abraço Partido em 2004, adentra na jornada de auto-conhecimento do seu protagonista, Ariel, interpretado por Alan Sabbagh, um judeu na faixa dos seus trinta anos que retorna a Buenos Aires atendendo a um pedido da família que deixara na capital argentina. Como o próprio personagem sublinha na narração de uma de suas memórias de infância, a preparação de um biscoito recheado com doce de leite, o que acaba sendo mais importante em toda a projeção de O Décimo Homem é a jornada desse personagem, muito mais do que uma possível conclusão desse processo. E é por essa leitura que o filme acaba tornando-se mais interessante ao espectador.

O caminho percorrido por Ariel é transformador em estranhamentos, reconhecimentos, pequenos gestos e silêncios. Pouco familiarizado com a tradição judaica, afinal vive há anos em Nova York, onde trabalha no mercado financeiro, Ariel volta a ter contato com a organização de caridade do seu pai (uma importante ausência sempre presente na jornada desse personagem), mas também com traços importantes da sua identidade que pensava estar esquecida. Burman valoriza cada um desses movimentos de auto-análise do seu protagonista sem muita estridência, tudo é muito quieto e simples. O diretor opta por um filme marcado pela ausência de picos dramáticos, o que, se por um lado beneficia o longa ao esmiuçar a intimidade do seu personagem principal, também perde em ritmo e na garantia de uma fidelização maior da atenção ou do envolvimento emocional do seu espectador. 

Contado em capítulos que correspondem aos dias passados por Ariel nessa Buenos Aires habitada por uma comunidade judaica de tradições religiosas muito fortes, O Décimo Homem nos mostra como estar em terra estrangeira pode significar um fortalecimento do senso de pertencimento a um grupo (o caso da família de Ariel em Buenos Aires), mas também um desligamento por completo das nossas origens (o próprio Ariel quando foi para solo norte-americano). O longa pode não ser o tipo de produção argentina que costumamos assistir nos cinemas, com suas características de gênero sempre enfáticas em suas sequências e nas dinâmicas dos seus personagens,  mas talvez por isso mesmo seja um filme interessante para ser visto. É verdade que não há ineditismo nas opções narrativas, na estética ou nas conclusões extraídas por Daniel Burman para essa crônica social, mas seu olhar para seu protagonista e seu estranhamento com o que antes lhe fora tão familiar tem muita força e relevância em uma sociedade marcada por estranhamentos urbanos e multiculturalismo. 


El Rey del Once, 2016. Dir.: Daniel Burman. Roteiro: Daniel Burman. Elenco: Alan Sabbagh, Julieta Zylberberg, Usher Barilka, Elvira Onetto, Adrián Stoppelman, Daniel Droblas, Elisa Carricajo, Dan Breitman, Uriel Rubin, Dalmiro Burman. Paris Filmes, 82 min.